Santíssimo Nome de Maria: o que celebramos em 12 de setembro

Em 12 de setembro a Igreja celebra o Santíssimo Nome de Maria. Veneramos o nome da Mãe de Jesus; ela aponta para o Filho. Não é superstição nem amuleto.

5 min de leitura

O calendário da Igreja se aproxima do dia 12 de setembro. Em muitas paróquias, o missal marca a memória do Santíssimo Nome de Maria. A Igreja contempla o nome da Mãe do Salvador e o venera com amor filial.

Meu irmão, minha irmã: esta é uma festa da Igreja. Nós não adoramos Maria. A adoração pertence somente a Deus. A ela, veneração e intercessão maternal. O nome de Maria não é amuleto. Não «protege» por si. Não substitui a fé, a Missa nem a confiança no Pai. Maria aponta sempre para Jesus.

Celebramos o Santíssimo Nome de Maria porque o nome evoca a pessoa: a mulher escolhida para ser Mãe do Verbo. Invocar o nome dela é pedir sua intercessão junto do Filho — não pronunciar uma palavra com efeito automático. A graça é dom.

Querido leitor: o dia 12 não concede uma graça por si. Rezar o nome de Maria nesta data não obriga o céu. O calendário nos convoca à ação de graças; quem concede é o Senhor, segundo a vontade do Pai.

O sentido desta festa

No calendário romano, a memória do Santíssimo Nome de Maria é no dia 12 de setembro. Não confunda com a Natividade de Nossa Senhora (8 de setembro) nem com a Imaculada Conceição (8 de dezembro). São mistérios distintos: o nascimento, o nome e a concepção sem pecado. Cada um aponta para Cristo.

A história litúrgica é sóbria e verificável. A festa nasceu na Espanha no século XVI, em Cuenca, e aos poucos se estendeu a outras dioceses. Após a vitória cristã no cerco de Viena, em 12 de setembro de 1683 — quando João III Sobieski colocou suas tropas sob a proteção da Virgem —, o Papa Inocêncio XI estendeu a celebração à Igreja universal, em ação de graças. Depois a data ficou fixada em 12 de setembro. Omitida por um tempo no calendário renovado, foi restaurada em 2002 por São João Paulo II como memória facultativa. Guardamos o essencial sem exagero lendário: a Igreja agradece a Deus e honra o nome da Mãe de Jesus.

O nome de Maria, na fé da Igreja, é o nome daquela de quem nasceu o Salvador. A Bíblia CNBB diz: «Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» (Gl 4,4). Em Caná, ela ensina: «Fazei o que ele vos disser» (Jo 2,5; Bíblia CNBB). O Catecismo lembra que o que a fé crê acerca de Maria funda-se no que ela crê acerca de Cristo (Catecismo da Igreja Católica, n. 487). Venerar o nome dela é lembrar a Mãe que nos leva ao Filho — não buscar no nome um poder à parte de Deus.

Querido leitor: a fé não promete que repetir o nome de Maria obtenha, por causa da palavra, o que pedimos. A oração sincera dispõe o coração. Deus pode atender como pedimos, de outro modo, ou pedir que esperemos. A graça é dom.

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Oração ao Santíssimo Nome de Maria

Santa Maria, neste dia em que a Igreja celebra o vosso santíssimo nome, Mãe de Jesus e nossa Mãe, intercedei por nós junto de Deus. Vós cujo nome a Igreja venera com amor, ensinai-nos a olhar sempre para o vosso Filho. Apresento ao Senhor, pela vossa mediação maternal, as necessidades do meu coração (faça o seu pedido). Não vos peço um desfecho segundo a minha medida, nem uma graça por causa do nome ou do calendário. Peço a graça de Deus: se for da vontade do Pai, que esta súplica seja acolhida; se o caminho for outro, que eu permaneça na fé. Senhor Jesus Cristo, pela intercessão maternal de Nossa Senhora, concedei-nos o que for conforme a vossa misericórdia e a Divina Providência. Vós que viveis e reinais com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Como rezar nesta festa

Não barganhe com o céu, meu irmão, minha irmã. A oração não é troca. O nome de Maria não é recurso de efeito automático. Ela intercede; quem concede a graça é Deus.

  • Faça o sinal da cruz. Apresente a Deus, com simplicidade, o que lhe pesa. Diga o nome, o medo, a esperança.
  • Se puder, participe da Santa Missa desta memória, no dia 12 de setembro. A Eucaristia é o centro — não um horário que conceda a graça por si.
  • Reze devagar a oração acima, ou uma Ave-Maria. O fruto do ventre de Maria é Jesus. Invocar o nome dela é pedir intercessão — não uma palavra com poder próprio.
  • Se quiser, reze um terço meditando os mistérios de Cristo. Maria nos leva ao Filho. Não barganhe com a data: se o pedido permanecer, volte a rezar.
  • Termine com um Pai-Nosso, confiando o pedido à Divina Providência. Sempre que puder, una esta súplica à Confissão.

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Se esta festa lhe tocou o coração, você também pode encontrar conforto na Natividade de Nossa Senhora e na Oração de Nossa Senhora Aparecida. Há outras páginas na categoria História da oração.

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